Engenharia de içamento

Plano de rigging para içamento com guindaste

O plano de rigging define guindaste, raio, amarração e apoio no solo antes da carga sair do chão. Aqui na Figueiró, o nosso engenheiro faz esse cálculo para os içamentos da nossa frota no Rio Grande do Sul.

O que é plano de rigging

Plano de rigging, também chamado de plano de içamento ou plano de movimentação de carga, é o estudo técnico feito antes de levantar uma carga com guindaste ou munck. Ele parte do peso e do formato da peça e define o equipamento, a configuração da lança, o raio de trabalho, os acessórios de amarração e o apoio da máquina no solo.

Na prática, o içamento acontece primeiro no papel. Guindaste trabalhando no limite da tabela, patola sobre terreno fraco, cinta abaixo da capacidade e lança perto de rede elétrica aparecem no cálculo e são resolvidos antes da mobilização.

O profissional que planeja e conduz essa operação é chamado de rigger. Em içamentos maiores, o plano é calculado e assinado por engenheiro.

Quando o plano de rigging é exigido

Na construção civil, a NR-18 exige um plano de cargas para cada equipamento de guindar usado na obra, como gruas e guindastes. Esse plano é elaborado por profissional legalmente habilitado e faz parte do PGR, o Programa de Gerenciamento de Riscos da obra.

Na indústria, o plano costuma ser pedido pela equipe de segurança da própria planta antes de liberar o içamento, principalmente em parada de manutenção, troca de equipamento e montagem de estrutura.

Içamento com dois guindastes trabalhando juntos, operação que exige plano de rigging
Içamento com dois guindastes ao mesmo tempo, uma das operações que não saem sem plano de rigging.

Situações em que o plano é indispensável

O que um plano de rigging deve conter

Cada operação tem o seu plano, mas um bom plano de rigging responde sempre os mesmos pontos.

Pontos calculados em um plano de rigging Desenho de um guindaste sobre patolas içando uma carga, com marcações numeradas para peso e centro de gravidade, lança e raio, tabela de carga e contrapeso, acessórios de amarração, patolamento e pressão no solo, vento, interferências e área isolada, e equipe. 1 2 2 3 4 5 6 7 8

Cada número no desenho corresponde a um item do plano de rigging, explicado logo abaixo.

01

Peso e centro de gravidade

Peso da peça somado ao das cintas, manilhas, balancim e moitão, e o ponto onde a carga se equilibra.

02

Lança e raio de trabalho

Comprimento e ângulo da lança e a distância entre o centro do guindaste e a carga, em cada etapa do içamento.

03

Tabela de carga e margem

Capacidade do guindaste naquela configuração, contrapeso usado e quanto da tabela a operação consome.

04

Acessórios de amarração

Cintas, cabos de aço, manilhas e balancins com capacidade compatível com cada ponto de pega e com o ângulo das pernas.

05

Patolamento e pressão no solo

Carga em cada patola, resistência do terreno e o tamanho das placas ou dormentes que distribuem esse esforço.

06

Vento e clima

Velocidade máxima de vento para a operação, com atenção redobrada em cargas de grande área, como chapas e painéis.

07

Interferências e área isolada

Croqui com a posição do guindaste, o trajeto da carga, redes elétricas, prédios e a área isolada durante o içamento.

08

Sequência, equipe e responsável

Passo a passo da operação, funções do operador, do rigger e do sinaleiro, e o profissional que responde pelo plano.

Guindaste Zoomlion da Figueiró patolado sobre placas de apoio, conforme cálculo de solo do plano de rigging
Guindaste patolado sobre placas de apoio. O tamanho das placas sai do cálculo de solo do plano.

Quem faz o plano de rigging

O plano precisa de um profissional legalmente habilitado, normalmente engenheiro, que assume a responsabilidade técnica pelo cálculo. No campo, a operação é conduzida por um rigger capacitado em movimentação de carga, junto com o operador do guindaste e o sinaleiro.

Quando a empresa que fornece o guindaste tem engenheiro próprio, o plano e a execução ficam com a mesma equipe, e quem calculou a operação acompanha o içamento de perto.

Plano de rigging na Figueiró

Como a gente faz o plano de rigging

Aqui na Figueiró, todo içamento de grande porte da nossa frota começa com plano de rigging. Quem calcula é o nosso engenheiro, que trabalha na empresa em tempo integral e acompanha a operação do primeiro levantamento até a carga apoiada.

Munck da Figueiró içando tubo metálico de grande diâmetro com amarração em duas pernas
Visita técnica

Levantamos peso, medidas e pontos de pega da carga, o terreno, o acesso da máquina e as interferências do local.

Cálculo

Escolhemos o guindaste da frota, de 25 a 130 t, definimos raio, lança e acessórios e calculamos o solo para o patolamento.

Plano no papel

O plano sai com croqui da área, cálculos e a sequência da operação antes da mobilização.

Içamento acompanhado

Operador e equipe da Figueiró executam o plano, com a velocidade do vento monitorada durante a operação.

Perguntas frequentes sobre plano de rigging

Os dois tratam do planejamento do içamento. Plano de cargas é o nome usado na NR-18 para o documento exigido em obras, um para cada equipamento de guindar. Plano de rigging é como o mercado chama o estudo detalhado de cada operação, com cálculo de carga, acessórios e solo.

Um profissional legalmente habilitado, normalmente engenheiro, que assume a responsabilidade técnica pelo cálculo. A execução fica com um rigger capacitado em movimentação de carga, junto com o operador do guindaste e o sinaleiro.

Em obra, a NR-18 pede plano de cargas para cada equipamento de guindar. Fora da construção civil, a necessidade depende do risco da operação, e todo içamento pesado, perto do limite do guindaste ou em área com interferência deve ser planejado no papel antes de acontecer.

Vale. O munck, guindaste montado sobre caminhão, tem tabela de carga, patolas e limite de raio como qualquer guindaste, e o cálculo segue a mesma lógica.

Faz. O plano é feito pelo nosso engenheiro para os içamentos da nossa frota de guindastes, de 25 a 130 toneladas, e de muncks. Atendemos a indústria e as obras do Rio Grande do Sul a partir das bases de Montenegro e Estrela.

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